Quem fez, quem faz: Edmarcio da Silva

Quem fez, quem faz é uma seção do site do CCSP que procura colocar luz sobre trabalhos fundamentais para o funcionamento da instituição, mas que, por diversas razões, permanecem “invisíveis” ao público. Hoje trabalhando com a atualização de televisões corporativas do Centro Cultural São Paulo e colaborando ainda com a equipe do site, Edmárcio da Silva conta que trabalhar na instituição e desenvolver suas habilidades de design impresso e digital são práticas que continuam expandindo suas formações pessoal e profissional. Leia abaixo a entrevista completa:

Quando você entrou no CCSP, e como se deu o processo de contratação?

O ano e a data são fáceis de lembrar, porque foi no dia do aniversário do Centro Cultural. Entrei aqui no dia 13 de maio de 1996. Até então eu nem sabia que o CCSP existia. Antes disso eu estava sem emprego e a minha mãe estava trabalhando – onde está até hoje, na casa da dona Marlene, tia de Miriam Bolsoni, ex-diretora do Centro Cultural – e, em uma das conversas entre elas, minha mãe falou que eu estava desempregado.

Eu precisava trabalhar porque, na época, minha esposa estava grávida da Jade, além de eu já ter um filho, o Vitor. Então ela me arrumou um cargo comissionado, no setor da informática, que estava começando no Centro Cultural, e que tinha, na época, o Aloysio Nogueira como coordenador. Só tinha ele nesse setor. Como ele estava montando a Divisão de Informática e estavam chegando muitos computadores ao CCSP, eu entrei para ajudar e para dar auxílio, assistência técnica e tudo o mais. Éramos só nós dois até então. Depois de uns dois ou três meses veio o Hélio Valeiro e, mais tarde, a Valéria Máximo, o Emílio Julianelli e várias pessoas passaram por esse setor.

E qual era exatamente o seu trabalho lá?

Nós fazíamos praticamente tudo. Éramos muito solicitados porque o computador era uma novidade para todos. Na época, era o [modelo] 486, de tela preta com letrinhas verdes, sistema DOS. Depois que entrou o Windows a gente teve que se atualizar.

Os trabalhos de manutenção envolviam desde compartilhar pastas até arrumar CPUs, incluindo a troca de fontes e a instalação de computadores – não eram esses monitores LCD; estavam mais para televisões de tubo –, essas coisas da parte técnica e da manutenção também.

Antes de vir para cá, eu trabalhei durante três anos em uma corretora de valores, onde eu digitava contratos em máquina elétrica, mas quando atualizou para o computador as pessoas foram para ele. Então, o que eu tinha de familiaridade com o computador era a digitação, não o trabalho de suporte, nem de manutenção. Essa parte eu fui aprendendo aqui. Toda a parte de manutenção e de suporte eu fui aprendendo aqui com o Aloysio Nogueira (coordenador de Informática) e com a Prodam (Processamento de Dados do Município – Empresa de Tecnologia da Informação e Comunicação do Município de São Paulo). Então, quando era algo muito específico para resolver, a Prodam ministrava alguns cursos e colocávamos em prática aqui.

Qual era sua formação quando você entrou aqui? Você é um autodidata, não é? Aprendeu na prática?

Bom, eu me considero um cara muito privilegiado porque a minha intenção antes de entrar aqui era fazer faculdade de Publicidade, já que eu gostava muito de desenho. Eu já tinha trabalhado com topografia, com digitação de contratos, como office boy, e a minha intenção era fazer essa faculdade, mas eu não tive essa oportunidade. Nessa época meu pai trabalhava em uma pavimentadora e minha mãe era empregada doméstica, então não tinha como pagar essa faculdade. Eu já tinha um filho, logo, eu tinha que correr atrás de trabalho para poder manter a família.

No Centro Cultural, eu percebi que aqui era um outro mundo. Até então eu não conhecia nem teatro, nem sabia que tinha um lugar como o Centro Cultural, com teatro, música e tantos eventos. Eu fiquei meio maravilhado com tudo isso, com o acesso fácil a tudo. Muitos caras parecidos comigo não sabem até hoje que um lugar como esse existe. Quando eu cheguei, vim numa pegada de loucura de trabalho. Eu me sinto privilegiado porque parece que fui colocado aqui à mão. Deus falou: “você vai trabalhar aqui, porque é disso que você gosta, é aqui que você vai se desenvolver e fazer o que quiser”. Hoje eu me vejo fazendo o que eu quero e o que eu gosto. É muito prazeroso trabalhar com aquilo que você curte fazer. Estou bastante feliz trabalhando no Centro Cultural, não tenho do que reclamar. E digo isso também da oportunidade que eu tive para aprender: aprendi com muita gente e também sozinho. Fiz, por exemplo, um curso de HTML5.

A Prodam também oferecia alguns cursos básicos de informática: Word, PowerPoint, como lidar com Windows, só uma introdução à informática mesmo. Foi mais ou menos isso. E o resto eu fui aprendendo, olhando na internet, entrando nos programas e baixando os tutoriais. Aprendi a usar o Flash e o Dreamweaver assim. Esses eram programas que eu precisava para desenvolver o necessário para o CCSP.

Quando entrei aqui eu só havia cursado até o colegial [ensino médio], não tenho nível universitário. Se tivesse algum problema aqui, éramos nós que tínhamos que resolver, desde um “pau” no programa, até ensinar as pessoas a manusearem algum programa, passando pela manutenção de computadores também.

Como o desenvolvimento de um senso estético começou na sua vida? Como foi a transição do trabalho relacionado à manutenção de computadores para o de design?

Com o tempo e o surgimento do site, a parte de design foi aparecendo. Tinha muita coisa no site do Centro Cultural que eu achava bacana quando ainda era organizado pela Prodam, principalmente na questão do Flash, porque ele era, naquele momento, o que tinha de novo nos sites. Todos os sites eram “parados”, você só corria a página. E eu fiquei louco para aprender isso. Além do design da página, o Flash animava, dava aquele detalhe de interação, ficava bonito.

Quando tinha alguma alteração, por exemplo, a data, o horário ou até o cancelamento do evento, mandava também o texto todo pronto e eles (Prodam) inseriam. Fora a parte de assistência técnica que continuava lá. Aí, para facilitar, como eu já estava aprendendo o Flash e o HTML também, eu perguntei para o Aloysio Nogueira se não dava para trazer o site para cá, e isso deu certo. Ele conseguiu trazer o site, e, além disso, também o domínio separado da Prodam, que era sampa3.centrocultural.sp.gov.br. Isso foi anterior à gestão do Calil (Carlos Augusto Calil – ex-diretor do CCSP), inclusive foi o primeiro equipamento da Prefeitura que conseguiu o domínio próprio.

Criamos uma página, quando tinha uma coisa muito específica, como o evento que teve do Mercosul, o Navegar é preciso, aí a gente passava para eles, porque era um hotsite, ia dar mais trabalho. Nesses casos passávamos toda a informação do que precisava ser feito, eles desenvolviam e a gente fazia um link para o site, com o evento que ia ter no Centro Cultural. A gente passou a administrar o site aqui. Dessa forma não tinha tanta correria de passar a informação e conferir. Então a gente fazia tudo por aqui, a gente entrava com informação, já fazia o FTP e aí já estava no ar. Foi então que comecei a focar no design.

Depois fiz pesquisas sobre como desenvolver animações, colocar banners, fui procurando sozinho. O Aloysio cuidava da parte da administração e o Hélio Valeiro trabalhava bastante com Photoshop na época. Eu ia mais para o design: aqui vai vir tal cor, aqui em negrito, etc. A curadoria mandava a programação, eu diagramava e organizava. Eu gostava de publicidade, de algo visualmente bonito.

Na época que eu pensava em publicidade, eu pensava em fazer algo para a TV. Eu pensava: “vou fazer uma propaganda para a televisão”; porque tinha tudo a ver com informação e criatividade. Eu passei a fazer tudo isso para o site, porque o Flash tem ferramentas para que você possa fazer isso. É o que eu faço hoje para as TVs. Tudo isso tem a ver com design. Você trabalha com cores, com criatividade, com ideias e é aí que eu me sinto à vontade, é o que gosto de fazer.

 

Quando você faz um retrospecto da sua trajetória, o que você considera marcante para impulsionar o seu aprendizado? Houve algo em especial para que você tenha se tornado o profissional que você é hoje?

Foram as pessoas que me fizeram chegar a ser quem sou hoje aqui no Centro Cultural. O Aloysio Nogueira (hoje trabalhando na Discoteca/Acervos) é uma pessoa maravilhosa, que me deu toda liberdade e confiança para fazer o que eu queria, e deu supercerto. Momentos marcantes aqui, eu tenho vários. Eu me orgulho de todas as vezes que a gente teve que mudar a cara do site. E deu uma grande satisfação, uma conclusão de trabalho. Até mesmo os hotsites davam essa mesma sensação. Colocar um site em um projeto, fazê-lo acontecer, jogar no ar e ainda representar uma instituição como o Centro Cultural, na Prefeitura, era a conclusão de um trabalho. Isso te dá felicidade, te dá satisfação.

O evento mais marcante para mim foi o Navegar é preciso, que era uma coisa bastante informatizada, uma coisa nova e que a gente tinha que fazer funcionar. Desde a bilheteria até o atendimento, receber as crianças e ir dizendo como elas tinham que fazer. Dentro do site a Prodam criou tipo uma historinha a respeito do descobrimento do Brasil. Aí tinha o barquinho, as perguntas… Tudo on-line. Todo dia aqui era uma surpresa, até acabar o evento. Era tudo informatizado, tínhamos que estar a par de tudo, como funcionava. Porque, se desse um pau, tínhamos que resolver. Foi bastante interação com o público. Que eu me lembre, nunca teve um evento com esse no Centro Cultural. Vinham escolas todos os dias. Foi muito bacana.

É o que falei, eu vim trabalhar em um lugar que eu não conhecia, que tinha acesso à cultura, e eu nunca tinha ido a um teatro. E aqui as pessoas têm acesso a cinema, música, bibliotecas… E tudo fácil, em um só lugar. Acabei tendo todo esse contato com a arte e criando uma profissão para a vida: webdesigner.

Embora você seja um autodidata, você percebe como colaborou na resolução de situações práticas e técnicas para diversos projetos vindos de fora?
Em algumas vezes, era contratada uma agência de fora, achando que a gente não ia dar conta. Já chegavam com o negócio meio pronto. E a gente sabia que havia limitações, que não ia funcionar desse jeito. Então eu procurava ajudar. E, no final, sempre sobrava para a gente, não tinha jeito… Até para arrumar o trabalho que os caras tinham feito. Foi aí que eu passei a valorizar o meu trabalho. Em nenhum momento eu pensei em sair do Centro Cultural, ir lá para fora para ganhar mais. Além disso, o que ganhava me satisfazia. Eu ficava contente mesmo, pois às vezes vinha gente de fora desenvolver um trabalho que eu sabia fazer.

Conte acerca da sua trajetória profissional.

Hoje eu trabalho mais com as televisões corporativas, onde eu ponho a programação da semana. Toda segunda-feira eu atualizo a programação de teatro, música, dança, etc. As televisões da bilheteria também precisam ser atualizadas diariamente: os eventos pagos, ou que tem que retirar ingressos. Se houver ainda alguma informação urgente de fechamento, informações para o público, tanto para as televisões da bilheteria como das programações. Outra coisa que faço, eventualmente, são os cartazes, quando falta alguém na equipe que faz isso. Essa mescla dos designers do impresso e do on-line foi muito legal, porque eu gosto muito de fazer outras coisas além do on-line. Também tem muito a ver com publicidade e tem aquela coisa de criatividade e de desenho, design.

Como foi essa experiência de produzir material para o on-line e para o impresso (como os adesivos de vidro)?

Tudo foi um aprendizado… Como fazer um adesivo só com a silhueta, com tamanho natural? Como ele funciona e como vai ser grudado no vidro? Qual a dimensão certinha? Basicamente resolver os problemas de resolução e dimensão para não distorcer a imagem. E tudo isso eu aprendi aqui também. E, na verdade, a diferença entre o on-line e outros trabalhos de design é de resolução e dimensão, e também de movimento. Você tem que olhar para algo legal, e não ser cansativo nem poluído.

O modo de chamar a atenção tanto para um site quanto para um desenho impresso também faz parte do design. É outro olhar. Tem que chamar a atenção, senão não funcionou. Usar a criatividade, tanto para o impresso quanto para a internet, me dá a mesma satisfação.

Como designer, o que te faz reconhecer a qualidade de um trabalho?

Todo designer tem que reconhecer um bom trabalho. O designer, quando vê a imagem, o banner ou o impresso, sabe o trabalho que dá. Ele sabe que a pessoa usou a inspiração e a criatividade. Muitas vezes eu cheguei aqui no Centro Cultural e perguntei para a equipe de design quem havia feito determinado trabalho, determinado mural ou banner. Aí eu ia até a pessoa e dava os parabéns. É gratificante receber um elogio. Eu procuro fazer isso, mesmo nos trabalhos que não fui eu que fiz.

Existe algum elemento desse tipo de trabalho que te chame mais a atenção?

Eu gosto muito de usar cores. Todo trabalho que tenha movimento e que seja interativo me chama mais a atenção. Por exemplo, fizemos um “banner”/adesivo no Dia das Crianças, para o vidro. Aí a criança podia colocar o rosto para poder fotografar. Para mim, é importante que tenha uma integração/interação do público com o trabalho.

Qual a importância que você dá para o que faz aqui, pessoalmente e para o público?

Como hoje estou trabalhando com as TVs, acho que é importante entrar com a informação correta. As televisões já fazem parte do corpo do Centro Cultural. É tipo uma integração. Tem quatro televisões dentro da biblioteca, uma na entrada da biblioteca, a da bilheteria, a da central de informações e a da sala de espetáculos, para o público saber quais os próximos eventos. Eu me sinto importante por conta disso.

Virtualmente, o Centro Cultural existe para muito mais pessoas hoje. O site do CCSP sempre teve mais acessos do que a própria página da Prefeitura e tenho um “puta” orgulho de ter assumido a responsabilidade de ter trazido isso para cá. O site está bem encaminhado, já foi desenvolvido um layout… E, mais pra frente, vamos desenvolver outro. Houve várias transições no site – de Html para Html5, Flash, banco de dados. Hoje é o WordPress. O mundo está assim, em constante mudança, em movimento. E a gente tem que aperfeiçoar e fazer o melhor.

Você se considera um eterno aprendiz?

Ainda tenho a intenção de continuar aprendendo para quando houver necessidade de mudar o site. Quero estar presente, fazer parte, porque eu sempre estive presente, mesmo cuidando das televisões.

Para mim, entrar no Centro Cultural foi um presente de Deus, sou muito agradecido por isso. Porque eu fui colocado em um lugar onde tudo o que eu queria estava lá. Por isso, eu me sinto privilegiado também. Porque tem muito cara que queria uma oportunidade como essa para fazer o que ele quer. É difícil. Ainda mais para um cara, como eu, morando na periferia, já com filho e um monte de coisas, ter uma oportunidade nos dias de hoje. Então me sinto privilegiado por tudo isso. Gratidão por estar em um lugar como este aqui, e estar fazendo o que eu gosto de fazer. Podia estar trabalhando em um monte de coisas, só ganhando dinheiro, carregando peso, carregando caixas, trabalho físico, que era para onde tudo caminhava.

Às vezes, o cara tem um “puta” potencial e está, por exemplo, trabalhando no açougue, entregando carne, sendo que, na verdade, tem talento para trabalhar com computação, mas não tem oportunidade. Como é que ele pode trabalhar com isso? Não tem condições de pagar um curso, não tem acesso… Como é que ele vai correr para aquilo? E essa porta se abriu para mim, e eu agarrei! Fui aproveitando todo o espaço e a oportunidade de cair em um lugar que eu amo, fazendo aquilo que eu gosto.

Para finalizar, por que estar aqui e sempre voltar?

Até nas férias venho para cá. Aqui eu me sinto em casa para fazer minhas coisas. Quando eu saio de casa para vir trabalhar, não me sinto indo para ganhar dinheiro, mas para um lugar necessário para mim, onde sou necessário para as pessoas. Então acabo fazendo tudo com prazer e não como obrigação. Eu não venho para cá com a obrigação de trabalhar, mas venho sentindo prazer de vir. Fora as pessoas com quem a gente convive. É muito prazeroso vir para fazer um trabalho que você gosta e conviver com pessoas que lhe fazem bem e com quem você aprende. Por isso, várias vezes, estou aqui até mesmo nas férias.

Você disse que a vinda para cá lhe abriu para a música, o teatro, etc.? Você acha que isso mudou sua relação com as artes?

Mudou sim, porque eu acho que o cara da periferia (como eu), também deve ter acesso à cultura. Todo mundo poderia ter essa visão, porque enriquece muito. Até então, para mim, era muito caro ir ao teatro. E aqui tem peças de teatro a preços acessíveis. A primeira peça de teatro que eu vi foi aqui no Centro Cultural.

Então, de repente, tinha o cara que pensava: “tô com a maior vontade de levar minha namorada para assistir a um teatro, um cinema, um evento de dança ou uma exposição”. Na minha época, eu achava que isso era só para “bacana”. Se eu pensava em ver uma exposição, já vinha à minha cabeça um museu. Até mesmo o MASP eu nem sabia que existia. Eu achava que isso era para pessoas que tinham dinheiro ou de outra classe social, mas agora sei que temos acesso a isso e podemos até expor o que fazemos.

Quando você chegou aqui, já com um grupo de rap, você achou que algumas pessoas que não conheciam essa manifestação artística poderiam vir a conhecer com a sua presença?

No meu início aqui no Centro Cultural, não tinha muito espaço para isso, nem para o rap nem para a dança, como tem hoje os caras dançando break. Antes era um lugar mais voltado para exposições, para dança contemporânea… Hoje tem até eventos de hip hop. O espaço se abriu bastante para essa parte da periferia. Isso é interessante, porque o cara lá da periferia, que não tem nenhuma porta aberta, faz o trabalho e a arte dele lá. Mas, por ele achar que lugares como museus e centros culturais não são para ele, ele não vê aquilo com uma possibilidade de carreira… Tendo contato, ele pensa: “isso que faço também é arte, então eu posso…” Vou te dar um exemplo: eu não tenho acesso ao teatro, mas, venho aqui, assisto a uma peça e penso: “isso me interessa, isso eu sei fazer, eu vou procurar fazer uma aula de teatro também”.

Ou então o cara vem e assiste a uma dança contemporânea, sendo que ele só dança hip hop, e ele pensa: “eu tenho uma ideia de fazer uma apresentação em que vou misturar dança clássica ou contemporânea com hip hop”. Agora, se não vier, pode ser que ele não chegue nem a ter essas ideias. Vai ficar trabalhando com entrega, de motoboy, vai ficar jogando uma bolinha no fim de semana ou então fazer seu rap lá para a comunidade… Não sei como estaria a minha vida trabalhando de motorista, ou de motoboy, por exemplo. Como foi essa a oportunidade que eu tive, fui abrindo as portas que me deram.

Entrevista: Márcia Dutra e Vinícius Máximo
Edição: Márcia Dutra e João Vitor Guimarães
Revisão: Paulo Vinício de Brito
Fotografias: Sossô Parma

*Publicado em 31 de maio de 2019

Tags:, ,

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *