Dança Menor


Detalhes do Evento


28/11 a 1º/12/2019

O programa Dança Menor convida artistas cujos trabalhos buscam formas não convencionais de fazer dança para revelar múltiplas maneiras de ser. Corpos que, por meio da dança, questionam o previsível para colocar o público diante de realidades ignoradas. Esta terceira edição apresenta: Cachaça Sem Rótulo (Curitiba), SÓlidão (Rio de Janeiro) e Z (Florianópolis).

28 e 29/11
SÓlidão

A obra propõe atravessamentos e questionamentos tradicionais e contemporâneos referente a existência do corpo negro. Aborda questões como a solidão do corpo negro, o corpo negro nas artes, o corpo negro na dança contemporânea e sobretudo as reverberações ocasionadas pelo racismo. O objetivo do trabalho é estudar o impacto da solidão do corpo negro na contemporaneidade promovendo, artisticamente, uma relação de debate.

Direção artística e intérprete criador: Elton Sacramento – Assistente de direção e operador de luz: Roberto Silva – Figurino: Robson Rastrelli – Edição de trilha sonora: Thays Rodrigues

Elton Sacramento – intérprete criador, bailarino, coreógrafo, pesquisador, preparador corporal, diretor de movimento, professor de dança contemporânea, arte educador e ator. Graduado em Licenciatura Plena em Educação Física pela UNISUAM (2009). Pós graduando em Preparação Corporal nas Artes Cênicas pela Angel Vianna. Indicado como melhor bailarino pelo Prêmio de Dança Cesgranrio (2018). Artista convidado do Festival Internacional Dança Contemporânea.

quinta e sexta, às 21h – 40min – Livre – Espaço Cênico Ademar Guerra
entrada gratuita – a bilheteria será aberta duas horas antes do início do espetáculo para a retirada de ingressos – cada pessoa poderá retirar um par

28 e 29/11
Cachaça Sem Rótulo

Cachaça Sem Rótulo é uma reflexão estética e política bem humorada sobre o contexto cultural curitibano e brasileiro para os produtores de arte.
O trabalho dá continuidade à pesquisa do coletivo Entretantas Conexão em Dança, que se caracteriza por problematizar a relação entre público e a obra de maneira aberta e corajosa. Em tom ácido e irreverente, mostra a dificuldade dos artistas em se exporem. Público, artistas e convidados são levados a negociar possibilidades e desejos construindo juntos a dramaturgia da cena. Cachaça Sem Rótulo escancara a falência das condições para se produzir dança e arte no Brasil. Não pretendem solucionar nada, mas problematizar os modos de fazer, trocar e viver dança.

Criação e performance: Gladis Tridapalli e Ronie Rodrigues – Colaboração: Leonardo Taques, Pedro Almeida, Julianne Auffinger, Mabile Borsatto, Elenize Dezgeniski, Cinthia Kunifas, Raquel Bombiere, Jessica Sato, Daniella Nery, Priscila de Morais, Mariana Barreto, Marina Santo, Nayara Bernardes, Gabriela d’angelis e Clarissa Oliveira – Realização: Entretantas Conexão em Dança Produção

Entretantas Conexão em Dança – artistas que se aproximam para produzir e discutir arte em seus diferenciados contextos e mídias. Desde 2007, entre projetos particulares e coletivos, investe no fazer/pensar dança como resultado da criação compartilhada e também no diálogo entre diferentes áreas artísticas. Foi cofundada pelos artistas: Gladis Tridapalli, Mábile Borsatto, Ronie Rodrigues, Ludmila Veloso, Candice Didonet, Raquel Bombiere, Erica Mityko e Jessica Sato.

quinta e sexta, às 22h – 50min – 16 anos – Espaço Cênico Ademar Guerra
entrada gratuita – a bilheteria será berta duas horas antes do início do espetáculo para a retirada de ingressos – cada pessoa poderá retirar um par

30/11 e 1º/12
Z

Uma obra músico-coreográfica desenvolvida na imbricação entre corpo, composição generativa e coreografia. Em Z a coimplicação entre o som e o mover propõe a construção de um espaço que se constitui como um ecossistema. Dança e música são sobrepostas e moduladas no corpo. Z propõe o som como um acionamento sinestésico de movimento. O corpo se retroalimenta da interdependência com o ambiente que constitui e em que é constituído. Uma peça formulada como labirinto melódico, cinético e ritual guiado por uma guitarra – ao mesmo passo instrumento, objeto, corpo estendido, signo – que evoca voz, respiração, forma e palavra sem memória como uma incorporação de alteridade.

Criação, direção e performance: Alejandro Ahmed – Direção compartilhada e ensaios: Mariana Romagnani

Alejandro Ahmed – coreógrafo, diretor artístico, e bailarino do Grupo Cena 11 Cia. de Dança. Seu trabalho como coreógrafo surgiu de forma autodidata, respondendo à necessidade de integrar a maneira como pensava o mundo e a dança que experimentava. Junto ao Cena 11, promoveu o desenvolvimento de uma técnica voltada para os limites do corpo e as possibilidades que este propõe para a transformação do corpo do outro, sendo este “outro” um espectador e/ou um cúmplice da ação a que o corpo é submetido. Esta técnica foi nomeada de “percepção física” e é um dos pontos que estrutura seu trabalho. As investigações atuais estão situadas em novas definições para o conceito de coreografia. Termos como situação coreográfica, coreografia imaterial e dança generativa nomeiam os campos de interesse aos quais Alejandro objetiva atualmente seus procedimentos junto ao Grupo Cena 11 e como performer.

sábado, às 21h, e domingo, às 20h – 60min – livre – Espaço Cênico Ademar Guerra
entrada gratuita – a bilheteria será aberta duas horas antes do início do espetáculo para a retirada de ingressos – cada pessoa poderá retirar um par